
Segundo a superintendente da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Lucia Teixeira, Camocim seria um bom lugar para abrigar o projeto. ``Se fosse eu, ia fazer no Camocim``, afirmou depois de deixar claro que considera não ser mais tempo de definir onde será o empreendimento. Lucia acrescentou que não pode dar um parecer sobre os impactos causados pelo empreendimento, porque o projeto não foi encaminhado à Semace. Caso a estrutura atinja o mar, segundo ela explicou, a competência pelo licenciamento passa a ser do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão federal. No entanto, seria bom para o Estado, segundo Lucia, se o licenciamento fosse considerado uma competência da Semace. ``É uma questão de instância. Cada ente federal tem seu poder``, explicou. Mesmo se não for considerado o órgão responsável, a Semace poderá dar alguma indicação de irregularidade, se for o caso. ``Ele (o estaleiro) pode ser feito lá, mas se não for adequado, a gente tem de dizer``, acrescentou.
Já o presidente da Cearáportos, Erasmo Pitombeira, o litoral do Ceará não tem vocação natural para porto, o que dificulta a localização para um estaleiro. Esses equipamentos, que exigem acesso marítimo, devem ser situados em área de proteção natural, ou seja, livre da batida das ondas. El afiirma ainda que Camocim não tem condição porque não tem acesso. Acaraú não tem condição porque tem uma embocadura (local onde o rio deságua no mar), o que não dá acesso. Pecém tem grande profundidade, acima de 15 metros. Não dá para aterrar essa profundidade. É caríssimo. Pitombeira é enfático ao dizer que o Titanzinho é a única opção viável para receber o estaleiro do posto de vista da engenharia e de custos. "Esta é uma avaliação técnica", afirma. "É o único lugar disponível em relação aos valores que se imagina gastar para construir o estaleiro".
Lá vou eu: Pecém teria que aterrar, Camocim teria que cavar. Como Pecém é um porto artificial, o custo adicional para tornar Camocim viável deve ser bem mais baixo, já que temos um porto natural. Mesmo sendo leigo, ninguém vai conseguir enfiar no meu quengo que a engenharia atual não teria como colocar o raio desse estaleiro aqui. Outra coisa, ninguém deve se omitir de lutar por algo simplesmente porque "fulanim" falou que isso ou aquilo não é viável. Temos que fazer a nossa parte, que é lutar por um Camocim melhor para nós e nossos filhos. A parte deles é com eles. O conformismo é companheiro da inércia . É assim que Camocim está se portando diante dessa luta: conformada e inerte. Fechou-se em copas. É lamentável.
Postado por Tadeu Nogueira às 09:06
Com informações do DN e O Povo